Descendencia real - Bonfim de Feira

SUPER quando o vi lembre do meu amigo Super-Afro

 tenho sentido que cada dia mais o muro do graffiti se torna uma espécie de roda de capoeira, unindo pessoas em torno, de um birimbau  ficticio tocado por pessoas, que vivem esse jogo diariamente, mas não meramente pra admirar mais também pra aprender, bastante coisa, outra coisa que venho percebendo é que o graffiti é pra homem, menino. Menina e mulher, velho novo, pessoas de rua, usuários de droga, senhoras, travestis, putas, pescadores, empresários, ricos e pobres, então quando fomos chamados a Bonfim de feira junto a Bigod fomos conversando que o graffiti aquele dia devia ser recheado de bons ensinamentos, ai decidimos alem simplesmente pintar, mais sim injetar animo ao ego deles com um ato de coroar sentados em um trono feito por eles, com um único critério  antes teriam que entender as palavras em cima do trono descendência real, o que é descendência segundo o dicionário : Relação de parentesco que se estabelece através da proveniência de um antepassado comum. mas a capoeira nos ensinou diferente la na roda do mestre zambi. nos ensinou que eramos reis

Diariamente a palavra escravo vem associada a nossa descendência, mais temos que bater em outra tecla a tecla de que a nossa descendência africana é real e guerreira, por isso antes de sentar no trono tinha que saber isso, e assim foi o dia aqui algumas fotos do graffiti dos moleques, dos reis, um pouco da vida do lugar.


Bonfim de Feira é um distrito do município de Feira de Santana, na Bahia.
Os registros indicam o povoamento no distrito de Bonfim de Feira desde 1783 quando houve a doação de um terreno para construção da Igreja Senhor do Bonfim.
Até 1943 o distrito era denominado Itacuruçá.[1]
O distrito está situado a 31 quilômetros da sede de Feira de Santana, entre a região do recôncavo e do sertão baiano. É cortado pelo Rio Ribeirão do Cavaco que deságua no Rio Jacuípe e por mais dois rios secundários – o Riacho da Mussuca e do Cabano.
 o que o wikpedia não diz é que la a religião africana é muito forte, e o samba também, a maioria das pessoas são negras, os costumes por ser afastado de feira, são muito preservados, as lideres negras do lugar seguram as suas raizes que com certeza são reais

 cavaleiros de um reino distante


a princesa calada e sorridente



 Todo menino é um rei
Eu também já fui rei
Mas quá!
Despertei!

Todo menino é um rei
Eu também já fui rei
Mas quá!
Despertei!

Por cima do mar da ilusão
Eu naveguei! Só em vão
Não encontrei
O amor que eu sonhei
Nos meus tempos de menino
Porém menino sonha demais
Menino sonha com coisas
Que a gente cresce e não vê jamais

Todo menino é um rei
Eu também já fui rei
Mas quá!
Despertei!
  


Valeu cuelho e Milena e toda galera de feira de Santana
Valeu também a acolhida na cidade.

Texto e fotos julio Costa
veja outro ensaio desta mesma serie em outra cidade

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