Graffiti que se sonha só / É só um sonho que se sonha só / Mas graffiti que se sonha junto é realidade

Tudo começou como de costume: um local de cultura e esporte convida o MUSAS para  fazer graffiti no muro de uma quadra poliesportiva. Era mais uma pintura corriqueira, só que não. E envolvemos as crianças do lugar.
Esse lugar trabalha com crianças e adolescente, se chama Ginga Social, e tem sede no fim de linha do Uruguai.
No primeiro dia já sentimos  que seria um daqueles dias especiais, e por um motivo bem claro já tinha 5 anos que não fazíamos nada no Uruguai, devo dizer que esse bairro é muito especial para a gente pois fizemos inúmeras atividades e vimos muitas crianças daquelas bem pequenas, e isso seria o começo de um bom dia que nos faria sentir mais uma vez o poder das cores e que juntos podemos fazer a terra tremer.

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Equipe pronta, todas as recomendações de seguranças dadas vamos a pratica

 Pintar os muros com tinta base aproveitamos e fizemos uma pequena aula de pintura residencial aos meninos que se jogaram e pintaram tudo praticamente sozinhos.
 Desenhamos e eles coloriram tudo aprendendo a fazer detalhes com o pincel
 Esses dois ai se destacaram muito pela dedicação e esperdice natural com a tinta e claro eles ganharam logo um cardo de gerencia, e resolviam os problemas que iam aparecendo.

 Segundo dia é dia de spray na tela, praticamente umas 100 pessoas pintaram no painel entre instrutores do projeto, pessoas que passavam e claro as crianças do Uruguai.
 Não posso mentir em dias de atividades como essa chegamos em casa que não aguentamos ouvir os nossos nomes, nem a palavra tio, porque os moleques gritam de cinco em cinco segundos.

 Alguns levam mais jeito que outros, mas o importante mesmo é que todos nós nos divertimos e muito!

Apesar de ter deixado de ser o mais importante, o graffiti é o que fica, então fizemos esse gigante, com as características dos moleques de lá pra dar aquela protegida.

 Ainda descobrimos que tem um artista no bairro que faz esses designs na cabeça de geral.

Eles desfilam seus cabelos lindos como sinal de que o gueto e o povo sempre estará fazendo coisas que ditará tendencias pra os cults.

E pra finalizar com chave de ouro respondemos a pergunta que a mais de quinze anos ouvimos: tio o que tem dentro da lata do "splay"? É uma gude. É sim, de verdade uma gude e eles brincaram de gude novamente, sendo que alguns nem sabiam o que era uma gude.


Por Julio Costa de alma lavada, corpo dolorido e pé inchado da escada.

 Um agradecimento especial a Sandersom (Avestrus ) Ginga Social, Associação de Moradores, Centro Cultural Alagados.

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