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Relatos do novo mundo



Quero contar uma experiência de vida,quando cheguei do rio depois de dois meses de passeio, logo no começo do ano juro que fiquei perdido, um amigo meu Tiko Sant'Ana, me disse que ia rolar o evento no quilombo dele no dia 24 de janeiro um dia depois do meu aniversario, e que íamos pintar la na comunidade do solar do unhão um painel de capoeira, la pra o dia 15 fomos ver a locação, eu Bigod e prisk, ficamos encantado com as possibilidades um local cheio de muros com arcos que nos remeteram a mini capelas sistinas, jogamos capoeira ali naquele lugar e senti magia, na hora pensamos em um projeto antigo o de criar um museu de graffiti, começamos e em vez de ir no dia do evento fomos entrando e entrado cada vez mais, pintando o possível, hoje em meado de abril, nos podemos dizer felizes da vida dizer que foram muitos por do sol, conhecemos a matéria mais importante da nossa jornada que foram as pessoas do local, entre elas vovó que com seus jargões nos encanta e muitas vezes mata a nossa fome, afemariaaaaa... nos conseguimos leva uma banda de outra comunidade pobre pra provar que os quilombos estão unidos pra tocar nos arcos, começamos a campanha de cinema conseguimos comprar a caixa ganhamos a doação de um projetor, envolvendo assim muita gente distante nesse projeto loco, as meninas fotografas usaram la como locação para uma marca de um shopping de salvador, queimamos um judas, fomos descobertos por uma cineasta carioca que gravou com a gente quando pintamos a fonte secular que tem na comunidade, nos já compramos fiado no bar de seu Idemario, uma menina sempre que vem de feira de Santana faz um dia de praia e cultura e alegria, afemaria, queimamos um judas, fizemos macarrão caseiro, e pretendemos muito mais, junto com as crianças já limpamos todo o lixo da praia um dia, convidamos vários artistas, para pintar , e eles foram, e levaram o material, pagamos 3 alugueis, gastamos uma quantidade de tinta enorme, comemos sushi e moquecas de variados peixes, nos também ganhamos de um graveto aqui uma geladeira, de outro ali um fogão que só queima de uma boca e solta gaz, mais volto a dizer que a matéria viva foi mais forte, todas as crianças que tem contato diário com arte simplesmente por estarmos la, e nos vendo o mar, prisk que esta começando a carreira de cozinheiro, o fato de estarmos a mais de 3 meses lá e não ver nada daquilo que a televisão fala sobre essa comunidade, nos tivemos pouco apoio de pessoas comuns, não foi fácil nem um pouco fácil devo dizer a verdade, mas contamos com ajudas e suprimentos no nosso posto avançado contra babilônia, acabamos de ganhar um fogão de outro desses gravetos enquanto escrevo essa nota.

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